ESPAÇO CULTURAL PORTO SEGURO ⌥ PREMIADA
SÃO PAULO | SP | BRASIL
CO-AUTOR: MIGUEL MURALHA
4.000 M²
Engenheiro Civil: Luiz Fernando Büll
Coordenador: Bruno Paisana
Estrutura De Concreto: JKMF Engenharia - Eng. Ângela Tozzo
Estrutura Metálica: Kurdjian Fruchtengarten Engenharia
Luminotécinica: Gustavo Lanfranchi
CONSTRUTORA: Teixeira Duarte SA
Colaboradores: Bruna Shayenne, Eduardo Dugaich, Fabio Onuki , João Osniki, Leila Leão, Maria Angêlica Damico, Nara Diniz, Ricardo Cristoffani, Rodrigo Nakajima
2016-2018
POR |
Nos Campos Elíseos, em meio a uma ferida urbana estigmatizada como "Cracolândia", a arquitetura tem o dever ético de ser transformadora. Não com muros, mas com convites. O projeto é um monólito de concreto aparente, sim, mas dobrado como papel, criando entradas generosas que puxam a cidade para dentro.
O edifício não nega o entorno difícil; ele se oferece como catalisador de mudança. As dobras da fachada de concreto não são capricho formal; elas resolvem a acústica, quebram o paralelismo, orientam o percurso e filtram a luz. Onde a função exige — administração, aulas — criamos uma segunda pele de elementos vazados, madeira e concreto, protegendo o vidro.
A rampa que se projeta para fora é um gesto político: uma pausa suspensa sobre a calçada, um momento de contemplação do histórico Liceu de Artes e Ofícios. A praça pública articula o edifício com a cidade, permitindo que a arte extravase os limites das paredes. O concreto armado aqui demonstra sua vocação plástica e social: maleável para criar a forma arrojada, rígido para garantir a permanência da cultura no espaço urbano.
ENG |
In Campos Elíseos, amidst an urban wound stigmatized as "Cracolândia," architecture has the ethical duty to be transformative. Not with walls, but with invitations. The project is a monolith of exposed concrete, yes, but folded like paper, creating generous entrances that pull the city inside.
The building does not deny the difficult surroundings; it offers itself as a catalyst for change. The folds of the concrete facade are not a formal caprice; they resolve acoustics, break parallelism, orient the path, and filter light. Where function demands—administration, classrooms—we created a second skin of hollow elements, wood, and concrete, protecting the glass.
The ramp projecting outwards is a political gesture: a pause suspended over the sidewalk, a moment of contemplation of the historic Liceu de Artes e Ofícios. The public square articulates the building with the city, allowing art to spill over the limits of the walls. Reinforced concrete here demonstrates its plastic and social vocation: malleable to create the bold form, rigid to guarantee the permanence of culture in the urban space.
Ю: Yuri Vital Team ©
ACOMPANHAMENTO DE OBRA